INVASÕES BÁRBARAS III
Abro minha caixa de emails no yahoo e vejo 12 mensagens!! Oba! Penso eu, gente me escrevendo! Ledo engano. 12 mensagens me alertando que o Orkut será pago a partir de uma data que nem me lembro mais e que eu teria que mandar pra todo mundo na minha lista. Eu só espero que o resto dos meus amigos do orkut sejam espertos o suficiente para não me colocar nesta lista, eu não tolero lixo eletrônico, e não, o Orkut não será pago. Get a grip people, I get those kind of messages everyday. The other day the MSN would be payed, well if you go to the msn official web site you´ll know that´s a bunch of crap. I rest my case.
Bem, essa foi pra minha querida amiga Su, não que ela seja gringa, mas nos conhecemos na gringolândia e achei por bem fazer uma homenagem a ela, já que ela fez questão de escrever palavras tão legais para mim. Su , minha pequena africana branca , saudades de você! Volte sempre ao blog, serás bem vinda.
Mas sim, vamos às invasões Bárbaras, veja bem, parte III. Os leitores assíduos sabem que já passei por aventuras no cinema; mas desta vez a barbárie veio direto das telas.
Tenho evitado chegar cedo em casa e ter que falar com as paredes, ou comigo mesmo , o que seria far more pathetic. Desculpe o inglês, mas é que um pouco de seleção natural no blog cai bem. Sou desses escritores, se é que existe algum do meu tipo, que não tem o mínimo respeito por seus leitores, já que não tenho a mínima pretensão de me lançar à carreira; caso algum dia eu me lance, ainda garanto que os mesmo ainda comprarão- vaidade tudo é vaidade....
Mas sim Rafael, volta as invasões Bárbaras! Como mencionei, para não voltar cedo pra casa pensei em pegar um cineminha. Na minha idéia eu estava programado pra ver Madagascar, pra rir um pouco, relax. O horário não bateu. Caí na tentação de ver de ver Sin City, simplesmente porque li, em letras miúdas, que “Quenti Taradinho” estaria como diretor convidado. Eu nunca havia visto um filme deste maníaco, e prometo, perante todos, que me recuso a perder meu tempo onde quer que o nome desta figura ( que eu não me dou ao trabalhar de saber escrever, daí o carinhoso apelido) ponha seu nome.
Não consigo conceber como uma sociedade pode se entreter assistindo carnificinas. Que poder tem o cinema de fazer com mortes atrozes sejam divertidas ou produza algum gozo nos seres humanos? Preciso agora dar o braço a torcer a Freud: só pode ser uma faminta pulsão de morte. De certo foi a única explicação que pude achar para as risadas e rostos de contentamento que vi durante a sessão; a cada respingada de sangue, cada cabeça cortada as pessoas gemiam de prazer- uma sublimação perfeita. Ódio e prazer na morte dos outros plenamente autorizada pela sociedade. Não sei onde estamos, mas pra mim, há algo de muito tosco em nossas comunidades. Freud pode ter razão, mas isso não quer dizer que ele está certo, se é que você me entende.
Mas não eu. Eu tenho outros métodos de sublimação que considero um pouco mais civilizado, porém secretos... Nem adianta que não conto nem sob tortura, mas um suborno considerável, ou mensalão, como queiram, pode ser que eu solte algumas de minhas técnicas. Criem as suas também ,hábitos mais sutis, mais inofensivos ao seu coração. Sem dúvida alguma violência faz mal à alma, faz mal à memória de nossa raça humana. Ver cabeças rolando, mesmo que seja sob a égide da ironia e sarcasmo próprios da poesia do cinema, não me dá prazer. Penso que existem outras formas de pintar a dor e miséria humana de maneira digna e um muito mais realista. Sangue não é realidade.
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Bem, essa foi pra minha querida amiga Su, não que ela seja gringa, mas nos conhecemos na gringolândia e achei por bem fazer uma homenagem a ela, já que ela fez questão de escrever palavras tão legais para mim. Su , minha pequena africana branca , saudades de você! Volte sempre ao blog, serás bem vinda.
Mas sim, vamos às invasões Bárbaras, veja bem, parte III. Os leitores assíduos sabem que já passei por aventuras no cinema; mas desta vez a barbárie veio direto das telas.
Tenho evitado chegar cedo em casa e ter que falar com as paredes, ou comigo mesmo , o que seria far more pathetic. Desculpe o inglês, mas é que um pouco de seleção natural no blog cai bem. Sou desses escritores, se é que existe algum do meu tipo, que não tem o mínimo respeito por seus leitores, já que não tenho a mínima pretensão de me lançar à carreira; caso algum dia eu me lance, ainda garanto que os mesmo ainda comprarão- vaidade tudo é vaidade....
Mas sim Rafael, volta as invasões Bárbaras! Como mencionei, para não voltar cedo pra casa pensei em pegar um cineminha. Na minha idéia eu estava programado pra ver Madagascar, pra rir um pouco, relax. O horário não bateu. Caí na tentação de ver de ver Sin City, simplesmente porque li, em letras miúdas, que “Quenti Taradinho” estaria como diretor convidado. Eu nunca havia visto um filme deste maníaco, e prometo, perante todos, que me recuso a perder meu tempo onde quer que o nome desta figura ( que eu não me dou ao trabalhar de saber escrever, daí o carinhoso apelido) ponha seu nome.
Não consigo conceber como uma sociedade pode se entreter assistindo carnificinas. Que poder tem o cinema de fazer com mortes atrozes sejam divertidas ou produza algum gozo nos seres humanos? Preciso agora dar o braço a torcer a Freud: só pode ser uma faminta pulsão de morte. De certo foi a única explicação que pude achar para as risadas e rostos de contentamento que vi durante a sessão; a cada respingada de sangue, cada cabeça cortada as pessoas gemiam de prazer- uma sublimação perfeita. Ódio e prazer na morte dos outros plenamente autorizada pela sociedade. Não sei onde estamos, mas pra mim, há algo de muito tosco em nossas comunidades. Freud pode ter razão, mas isso não quer dizer que ele está certo, se é que você me entende.
Mas não eu. Eu tenho outros métodos de sublimação que considero um pouco mais civilizado, porém secretos... Nem adianta que não conto nem sob tortura, mas um suborno considerável, ou mensalão, como queiram, pode ser que eu solte algumas de minhas técnicas. Criem as suas também ,hábitos mais sutis, mais inofensivos ao seu coração. Sem dúvida alguma violência faz mal à alma, faz mal à memória de nossa raça humana. Ver cabeças rolando, mesmo que seja sob a égide da ironia e sarcasmo próprios da poesia do cinema, não me dá prazer. Penso que existem outras formas de pintar a dor e miséria humana de maneira digna e um muito mais realista. Sangue não é realidade.
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